Brasão dos 500 anos da Misericórdia de Sardoal


Obras de Misericórdia:

7 Obras Corporais
- Dar de comer a quem tem fome;
- Dar de beber a quem tem sede;
- Vestir os nús;
- Dar pousada aos peregrinos;
- Assistir aos enfermos;
- Visitar os presos;
- Enterrar os mortos.

7 Obras Espirituais
- Dar bom conselho;
- Ensinar os ignorantes;
- Corrigir os que erram;
- Consolar os que estão tristes;
- Perdoar as injúrias;
- Suportar com paciência as fraquezas do nosso próximo;
- Rogar a Deus pelos vivos e pelos defuntos.

A História da Instituição

Da Albergaria à Santa Casa da Misericórdia de Sardoal

 

    "Acima de vila de Abrantes uma légua, se vê a Vila do Sardoal, povoação pequena, mas a gente dela pia e devota. Junto à vila fica um sítio alto, sadio e descoberto a todos os ventos e com boa vista sobre o Tejo, um convento de Religiosos da Província da Piedade". É no alto do Sardoal que surge com esplendor a igreja de Santa Maria da Caridade, pertença da Santa Casa da Misericórdia de Sardoal, e um dos locais mais visitados por turistas que acorrem à vila durante todo o ano.

 

    No reinado de Afonso IV, no ano de 1336, existia uma Albergaria instituída por Lourenço Annes Da Vide e pela sua mulher, Clara Pires, com o intuito de recolher os pobres, enfermos e peregrinos, fornecendo-lhes abrigo, roupa lavada, alguma alimentação e tratando dos seus problemas de saúde. Posteriormente, com o encerramento da Albergaria, vários homens congregaram-se aos sobreditos e compraram uma pequena casa onde funcionou, durante muitos anos, o hospital da vila. Com o crescimento dos confrades, estes vieram a escrever um livro com os seus nomes e da Confraria, que deram o nome de Nossa Senhora ou de Santa Maria.".

in “Santuário Mariano e História das Imagens Milagrosas”, de Frei Agostinho de Santa Maria-1711-Vol III

 

A História da Santa Casa da Misericórdia de Sardoal

 

    Tudo parece ter começado com a Albergaria de Lourenço Annes da Vide e sua mulher Clara Pires, já existente, pelo menos no ano de 1336, reinando D. Afonso IV. A Albergaria ocupava uma casa que pertencia a um tal Afonso Vicente, localizada no Vale do Sardoal (zona central da vila). A Albergaria tinha por missão e encargo prestar apoio e assistência aos viajantes, nas suas caminhadas. Era-lhes dispensada, gratuitamente, cama, com roupa lavada, lume, sal e água potável.

    Quase desde o início começou, também a fornecer uma refeição quente.

    A Albergaria funcionou cerca de um século até ao reinado de D. Duarte.

    Passado algum tempo foi fundado um hospital de inspiração religiosa, sob a égide dos “Confrades de Santa Maria” que, algumas décadas mais tarde (exactamente em 1509), foi integrada na Santa Casa da Misericórdia, então acabada de fundar com compromisso confirmado por D. João II e, em 1554, o mesmo foi confirmado por Bula do Papa Inocêncio VI.

    O Hospital da Misericórdia funcionou até à extinção das Ordens Religiosas em 1834, numas casas anexas à Igreja da Misericórdia. Nesse mesmo ano foi mudado para o Mosteiro de Nossa Senhora da Caridade, tendo as obras de adaptação de Convento a Hospital sido suportadas pelo benemérito D. Francisco Manuel de Mendonça.

    Com a revolução do 25 de Abril o Hospital passou a ser administrado pelo Estado, vindo a encerrar no princípio da década de 80.

    Terminado o período em que tinha maior relevância a “Actividade Hospitalar”, foi necessário avançar para outras valências, sempre dentro do mesmo espírito que lhe deram projecção e a tornaram parceiro importante e de presença obrigatória em todos os momentos em que se analisava a problemática “Solidariedade Social”.

    Assim, hoje, desenvolve múltiplas actividades no campo da Acção Social tais como:

-       Lar para Idosos para 42 Utentes;

-       Centro de Dia para 40 Utentes;

-       Serviço de Apoio Domiciliário para 70 Utentes;

-       Bairro Residencial para 36 famílias;

-       Creche para 35 Utentes.

 

    Por fim é de realçar que, actualmente, a Santa Casa da Misericórdia de Sardoal é o maior empregador privado do Concelho de Sardoal.